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The Brazilian Carnival IX – Pré-Carnaval

Posted on fevereiro 8, 2014

[PORTUGUÊS]

No Brasil, até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas se iniciavam em outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha, crescia durante a passagem de ano e atingia o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. (Pesquisas Barsa)

As melindrosas, os pierrots, as colombinas e demais fantasias recorrentes do carnaval retornam as ruas. Com o Carnaval postergado para Março, tivemos o início do pré-carnaval aqui no Rio de Janeiro no final de semana passado. Oficialmente. Extraoficialmente, o pré-carnaval já começou há muito. Enquanto as Escolas de Samba não entram na Avenida, os blocos carnavalescos invadem as ruas em diversos lugares do país. Hoje em dia, mais do que samba e marchinhas, eles alcançam e satisfazem os mais variados públicos: roqueiros, feministas, saudosistas, amantes do cinema e por aí vai, provando que Carnaval é sim uma festa popular – um popular mais abrangente do que nunca! Deixe-me destacar dois dos blocos que, quando passarem, eu vou atrás!


[ENGLISH]

In Brazil, until the 1940‘s, especially in Rio de Janeiro, the pre-carnival celebrations were initiated in October, in celebration of Nossa Senhora da Penha, grew during the New Year and reached its peak in the four days prior to Ash – Saturday, sunday, Monday and Fat Tuesday. (Pesquisas Barsa)

The flappers, the pierrots and other recurring Carnival fantasies return to the streets. With Carnival postponed to March, today, here in Rio de Janeiro, we have the beginning of the pre-carnival in this last weekend. Officially. Unofficially, it has started already! While we wait the Samba Schools Parades, the carnival blocks take to the streets all over the country. Nowadays, more than samba and marchinhas, they reach the most varied audiences: rockers, feminists, nostalgics, cinema lovers and so on, proving that Carnival is a popular festival indeed – with a concept of “popular” wider than ever! Let me highlight two (for now) of the carnival blocks that you should know.

 

Bloco do Sargento Pimenta

[PORTUGUÊS]

Um dos mais criativos blocos de carnaval que já vi: o Bloco do Sargento Pimenta. Imaginem vocês, músicas dos Beatles com ritmo de samba. E não só! Em determinados momentos eu não sabia ainda estava no sudeste ou se estava em algum estado nordestino ou quiçá fui para a África sem saber. Adicionando ritmos como maracatu, reggae, funk e outros, as groupies, as vovós, as crianças… saíram do chão. Bloco do Sargento Pimenta, I Want Hold Your Hand por todo o Carnaval!


[ENGLISH]

One of the most creative carnival blocks performed at SESC de Madureira: the Bloco do Sargento Pimenta. Imagine the Beatles songs with a samba rhythm. And not only! At certain times, I didn’t know if I still was in Rio or if I was in the northeastern of the Brazil or if perhaps I went to Africa without knowing. Adding rhythms such as maracatu, reggae, funk and others, the groupies, the grandmothers, the children… enjoyed a lot. Bloco Sargento Pimenta, I Want Hold Your Hand throughout the Carnival!

 

Bloco do Thriller Elétrico

[PORTUGUÊS]

Agora para tudo, porque é a fã que vai falar. Cresci ouvindo as músicas do Michael Jackson em discos de vinil do meu pai, um amante de Jackson Five, inclusive. Eu, por minha vez, estendi minha afeição até mesmo aos 3T (os sobrinhos do Michael) e jurava que um dia me casaria com Tito Joe. Pois é. Eu era mais jovem, ok? Então, que felicidade a minha em descobrir um bloco dedicado ao repertório de Michael Jackson em ritmo de samba, baião, maracatu… Ah, vocês deveriam ter sentido as batidas de They Don’t Care About Us reverberando na pele; ou escutado o doce ritmo de Human Nature; ou visto a evolução de Smooth Criminal; ou dançado a famosa coreografia de Thriller. Eles reviveram I Want You Back, eles incorporaram Asa Branca no meio da música, eles… me fizeram dançar. Literalmente. O vocalista saiu do palco e veio dançar com a gente. No final das contas, aprendi que com o Bloco do Thriller Elétrico, criado no ano passado, não importa se você é Black or White, o importante é Don’t Stop ‘Til You Get Enough!


[ENGLISH]

Now the fan will talk. I grew up listening to Michael Jackson songs on my father’s vinyl. My father was also a Jackson Five fan and my affection also reached to the 3T (the Michael’s nephews). When younger, I swore that one day I’d marry Tito Joe. Yeah. So, how happy I was in finding a carnival block dedicated to the repertoire of Michael Jackson in Brazilian rhythms: samba, baião, maracatu. Oh, you should have felt the beats of They Don’t Care About Us reverberating in the skin; you should have listened to the sweet rhythm of Human Nature; you should have seen the evolution of Smooth Criminal; you should have danced the famous Thriller’s choreography. They revived I Want You Back, they incorporated Asa Branca (song and lyric in english) in the middle of the song, they… made ​​me dance. Literally. The vocalist left the stage and came to dance with us. At the end, I learned that with the Bloco Thriller Elétrico, created last year, no matter if you’re Black or White, the important thing is Don’t Stop ‘Til You Get Enough!

 

Inté,
Cri.

The Brazilian Carnival VIII – Out & In

Posted on fevereiro 12, 2013

OUT

Avenida Presidente Vargas, Centro da Cidade do Rio de Janeiro. Dia 11 de fevereiro – ontem. Uma atmosfera colorida por lá rodeou. Esbocei um sorriso ao comparar aquele cenário com os dias de trabalho corriqueiros, em que a multidão zumbi se levanta da cama, deixando sua alma ali, para ir trabalhar. Nada de trabalho, só risadas e olhos curiosos para aqueles engenheiros, técnicos, ajudantes que estão em torno, por cima, embaixo dos carros alegóricos. Ah, os carros alegóricos! Impossível não ser atraída pelas suas sinuosas formas que concretizaram A idéia originalmente abstrata. Ao caminhar pelos transeuntes, percebi que queria mais, mais do que estar ali. Coca-Cola a R$ 5,00. Acabei de anuir com um roubo contra mim mesma, mas… Não não tem mas, eu fui roubada! Procurei um melhor lugar para me encaixar no meio dos milhares foliões que disputavam avidamente por uma visão, eu diria, menos ruim da primeira escola de samba a desfilar. Nossa, o carro emperrou! A fantasia arrebentou! O carro estava alto demais para passar pela ponte… ponte idiota! E a multidão se explodiu em aplausos quando conseguiram fazer o carro andar, consertaram a fantasia, abaixaram o adereço do carro para ele superar a ponte (não sabia a maioria dos carros alegóricos maiores possuem um dispositivo para baixar o seu ponto mais alto). Ah, a imprensa em seu camarote especial! Im-pren-sa… eu queria ser da imprensa naquele momento! Ficar ali não poderia ser o suficiente…


Presidente Vargas Avenue, Rio de Janeiro Center. February 11 – yesterday. A colorful atmosphere surrounded by there. I sketched a smile, when I compared that scenario with the ordinary working days, in which the zombies crowd gets out of bed, leaving theirs souls there, to go to work. No work, just laughs and curious eyes for those engineers, technicians, assistants standing around, over and under the carnival floats. Ah, the floats! It is impossible don’t be attracted by its sinuous forms that materialized an idea originally abstract. When walking among the passersby, I realized I wanted more, more than just being there. Soft drink for $ 2,50. I just nodded with a steal against myself, but … There is not but, I was robbed! I looked for a place to fit me best among the thousands revelers who were vying for a less bad view of the first samba school to parade. Wow, the car stalled! The costume busted! The car was too high to pass the bridge … Idiot bridge! And the crowd burst into applause when they managed to make the car go, fixed the costume, lowered the car to overcome the bridge ( I didn’t know the most of the larger floats have a device to low its highest point). Ah, the press with a particular cabin! P-R-E-S-S… I wanted to belong the press in that moment! Staying there couldn’t be enough…

IN

… Momento depois, A-tug-tug-duh-A-tug-tug-duh… Sambódromo!!! Quer dizer, Sambódromo. Uma senhora mal educada se recusou a mover seus ossinhos para me dar acesso ao lugar que eu queria chegar. Ok, dei a volta e incomodei muita gente, porém… O Sambódromo!!! Quer dizer, o Sambódromo é dividido em 13 setores, os pares de um lado e os ímpares de outro, estando o setor 1 no início da Avenida e o setor 13, ao final. Sam-bó-dro-mo. Os setores são divididos em arquibancadas, frisas (as cadeiras localizadas logo a frente da maioria das arquibancadas) e camarotes. Ingressos para a arquibancada do setor 1, também conhecido como a área de concentração, onde todos se preparam para começar a desfilar, não são vendidos para o público, pois são dados pelas escolas de samba para a sua comunidade. Soube que o setor 9 é conhecido como o setor turístico, onde os lugares são numerados e a visão é excelente – próprio para os turistas que querem descobrir como é um desfile de uma escola de samba. O preço dos ingressos variam – absurdamente – de acordo com a vista para a avenida. Bem a minha frente, as frisas deviam valer a partir de quatro mil reais. Ao lado o camarote do patrocinador somente para convidados e mais para o meio consegui imaginar os vinte mil reais a cento e quartoze mil reais que custaram as demais camarotes. Alguém aí gritou segregação social? Sim, senhor! Ah, o desfile! Diante de mim, uma pintura em movimento, uma riqueza de cores divididas entre os pequeninos pixels sambantes da Avenida, as almas persistentes dentro dos corpos cansados que estão suportando fantasias pesadas e quentes, o suor de todos aqueles que trabalharam até o último momento para ver sua escola de samba entrar no Sambódromo. A reação à cada carro, à cada alegoria, à cada batida da bateria, à cada letra do samba, à cada fantasia operou imediatamente no público, que por vezes se manteve sentado ou em pé, ou cantando ou dançando ou pulando… Não necessariamente nesta ordem. Nossa, o carro estava alto demais para passar pela torre da imprensa… Imprensa idiota! E o aqui também vibraram cada vez que os carros superaram o obstáculo. Aqui também.


… Moment later, A-tug-tug-tug-A-duh-duh-tug … Sambadrome!!! I mean, Sambadrome. A rude lady refused to move her littles bones to give me access to the place I wanted to reach. Ok, I turned around and bother many people, but … The Sambadrome!!! I mean, the Sambadrome is divided into 13 sections, the pairs on one side and the odds in the other. The sector 1 is in the beginning of the Avenue and the sector 13, at the end. Sam-ba-dro-me. The sectors are divided into bleachers or grandstands, “frisas” (the chairs located just ahead of the majority of the bleachers) and cabins. Ticket for the grandstand in the sector 1, also known as a “área de concentração” where all prepare to begin parading, are not sold to the public because it is given by samba schools to their community. I Knew the sector 9 is known as the tourist sector, where the seats are numbered and the vision is excellent – suitable for tourists who want to discover how is a samba school parade. The ticket’s prices vary – absurdly – according to the views of the avenue. Well, to me, the “frisas” should be worth from two thousand dollars. Beside of me, there was the ‘sponsored cabin’ only for guests and more for the middle of the avenue I could even imagine the 10.160 to 58.000 dollars that the other cabins had costed. Someone there yelled ‘social segregation’? Yes, sir! Ah, the parade! In front of me, a moving painting, a wealth of colors divided between the  little pixels dancers in the avenue, the persistent souls within the tired bodies that are supporting heavy and warm costumes, the sweat of all those who worked until the last moment to see their samba school at the Sambadrome. The reaction to each float, to each allegory, to every beat of the drums, to each letter of the samba-plot,  to every costume operated immediately in the public, that sometimes kept sitting or standed up or sang or danced or jumped… Not necessarily in that order. Wow, the carnival float was too high to pass by the tower of the press… Idiot press! And also here they cheered every time the floas overcame the obstacle. Here too!

LET’S DANCE!


– Cri.

The Brazilian Carnival VII – The Place

Posted on fevereiro 9, 2013

Uma atmosfera alternativa se abre quando você pisa em Santa Teresa. As construções históricas do sex. XIX te permitem pensar que a qualquer momento você pode se deparar com Carmen Miranda chegando em sua casa ou ouvir Pixinguinha tocando sua flauta ou surpreender Jorge Selarón sujo por estar construindo algo (o que seria?) ou quem sabe mais o que a tua mente permitir. Lá, a boemia e a intelectualidade carioca nos recebe com um sorriso no rosto, braços abertos e um tapinha camarada nas costas para uma conversa sobre política, enquanto nos puxa para mais uma cairipinha ou um simples café, para saborear a feijoada ou uma porção de pastéis. Ao som envolvente da música popular brasileira, ao som do samba para o ano inteiro, Santa Teresa nos deixa o gostinho de quero mais, muito mais. Sendo assim, na minha humilde opinião, eu não elegeria o lugar onde o Carnaval dura o momento em que durar os desfiles de uma escola de samba, vulgo Sambódromo, para ser o símbolo do Carnaval brasileiro. Assim, só dizendo…


An alternative atmosphere opens when you step on Santa Teresa. The historical buildings of the XIX century allow you to think that anytime you can come across Carmen Miranda arriving at your home or listen Pixinguinha playing his flute or surprise Jorge Selarón dirty because he’s building something (what would be?) or who knows what else your mind will allow. There, the intelectual and bohemian Rio greets us with a smile, open arms and a comrade pat on the back to discuss about politic questions, while pull us into another cairipinha or a simple coffee, a feijoada or a portion of crayons. With the surrounding brazilian popular music, with the samba for the entire year, Santa Teresa leaves us wanting more, much more. Therefore, in my humble opinion, I wouldn’t elect the Sambadrome, where the Carnival only lasts as long as the parades of the school of samba take as the symbol of the Brazilian Carnival. I’m just saying…

Bar do Gomez – the bar most known in Santa Teresa

“I just came to see you to remember who I am”

Bar do Mineiro – simple, but one of the most wanted


– Cri.

The Brazilian Carnival VI – What You Don’t Watch in Your TV

Posted on fevereiro 4, 2013

Snare drum, surdo, tamborim, alfaia, agogô, shekere, triangle, zabumba, ganzá and, of course, pandeiro were able to caress our ears as well as the delicious laughter of a child who has just won a so wanted toy. The bandstand from the São Salvador square (in Laranjeiras – Rio de Janeiro) was the abode of the joy of the comrades who gathered to play intoxicating rhythms as jongo, Ijesha , baião, xote, samba de roda, maracatus from Pernambuco and Fortaleza, coco, embolada and samba. A diversity of brazilian rhythms sung by Guidi Vieira which attracted a diversity of races, colors, creeds, ages, nationalities. Being there meant to feel the vibration of the music reverberating in the skin until to cause chills. Being there meant to feel the sweat running down the body like a heat from a hug of a friends group. Ah yes, this was the feeling of being present in Rio Pandeiro, a block originated from the percussion course ministered in Maracatu Brazil and created by Tadeu Company. It began in August 2009 and in the last year they already chirped there on the other side of the ocean, more precisely, in Rome – Italy. This is Carnival, it’s the culture that goes beyond what we see. And to understand it doesn’t need much, just feel it, my friends. It always about that.


Caixas, surdos, tamborins, alfaias, agogô, xequere, triângulo, zabumbas, ganzás e, é claro, pandeiros foram capazes de acariciar nossos ouvidos assim como a risada gostosa de uma criança que acabou de ganhar o brinquedo que tanto pediu aos pais. O coreto da praça São Salvador (Laranjeiras – Rio de Janeiro) foi morada da alegria de camaradas que se reuniram pra tocar ritmos inebriantes como jongo, ijexá, baião, xote, samba de roda, maracatus de Fortaleza e Pernambuco, coco, embolada e samba. Uma diversidades de ritmos brasileiros (en)cantados por Guidi Vieira que atraiu uma diversidade de cores, crenças, idades, nacionalidades. Estar ali significou poder sentir aquela vibração da música reverberar na pele a ponto de causar calafrios. Estar ali foi sentir o suor escorrer pelo corpo como se fosse proveniente do calor de um abraço coletivo de amigos. Ah sim, esta foi a sensação de estar presente no Rio Pandeiro, um bloco originado do curso de percurssão que acontece na Maracatu Brasil e criado por Tadeu Company. Teve início em agosto de 2009 e no ano passado já gorjearam lá no outro lado do oceano, mais precisamente em Roma – Itália. Isto é carnaval, é a cultura que vai além do que vemos. E para compreendê-la não precisa de muito, basta sentir. Rio Pandeiro é mais… É de chegar e ficar!

Francesca, my italian teacher. The italian more brazilian that I’ve seen! (Photo taken by Marina D’Arrigo)

In the center, Tadey Company.

Loved it!

Rio Pandeiro + Batuque Bato

Woman playing? Yes, sir. And very well!

  • Obrigada pelas informações, Francesca!

The Brazilian Carnival V – “I Don’t Like Carnival”

Posted on fevereiro 21, 2012

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Esse post será GRANDE! This post is going to be LONG!

[POR] Em 590 DC, a Igreja Católica adotou uma comemoração, já realizada na Grécia, antes do período da quaresma. A finalidade era a de reunir o clero e os súditos para consumir toda a carne, antes que chegassem os 40 dias de jejum. Exatamente, tal festa acontecia durantes os três dias precedentes a Quarta-Feira de Cinzas, dias estes que eram conhecidos como ‘gordos’, culminando na Terça-Feira Gorda. Aqui no Brasil, o Carnaval chegou no sec. XVI através de nossos colonizadores portugueses sob o nome de Entrudo. Com a mudança da Côrte Portuguesa para cá, foram várias as tentativas de organizar o Carnaval Brasileiro, porém restando todas infrutíferas. Já no sec. XX, mais precisamente nos anos 20, a elite cultural brasileira volta-se para as questões ligadas à identidade nacional destacando a importância da festa carnavalesca carioca que passa ser vista como uma espécie de “resumo” da diversidade cultural brasileira. Tal diversidade fora dividida em categorias para enquadrar desde a alta sociedade aos mais populares: os louváveis ranchos, os blocos e os descontrolados cordões. Como os blocos eram considerados meio termo, é através deles que os grupos de samba buscam a aceitação da sociedade brasileira, sendo denominados como Escolas de Samba já os anos 30. A festa da Carne começou com um propósito e, com o passar do tempo, ganhou ares mundanos, onde o foco passou a ser outro tipo de Carne. Peço desculpas desde já para falar abertamente com vocês. Sexo vende! Provavelmente essa é uma das principais ideias que estrangeiros possam ter do nosso país. Esta ideia traz muitos turistas para cá. Alguém deveria dizer para eles que não precisam gastar tão caro com uma passagem de avião, porque também tem prostitutas em seus países. Não gosto de que venham no meu país, me olhem e me vejam como sexo fácil. Desta forma já sou encarada em alguns lugares no exterior, aqui eu não quero! Estou na minha casa e exijo respeito! Infelizmente, por alguns anos, fui vendo o número de brasileiros que gostam do carnaval diminuir, enquanto que o número de estrangeiros, residentes no Brasil ou não, que amam o nosso samba aumentar. A Carnaval perdeu a beleza para mim até que resolvi fazer esta série de posts a respeito desta festa. O meu objetivo foi o de mostrar um Carnaval diferente daquilo que é exportado, sob outra perspectiva, sob a minha perspectiva: uma mera brasileira. Com este intento, foi renascendo em mim a singela felicidade carnavalesca, que vive a alegria, sente cada batucada da bateria e se regojiza com o belo e árduo trabalho feito nos carros alegóricos. Esta nova Cristiane vos deseja um Feliz Carnaval.


[ING] In 590 AD, the Catholic Church adopted a celebration, ever held in Greece, before the period of Lent. The purpose was to bring all to eat all the meat, before the 40 fasting days. Ecxatly, this meeting used to happen during the three days prior to the Ash Wednesday, such days were known as ‘fatty’, culminating on Fat Tuesday. Here in Brazil, the Carnival came in the 16th century through our Portuguese colonizers under the name of Entrudo. With the changing of the portuguese court to here, there were several attempts to organize the brazilian Carnival, but it was all in vain. In the 20th century, more precisely in the 20’s, the brazilian cultural elite turns to the issues of the national identity by highlighting the importance of the carnival party in Rio, that was seen as a “summary” of the brazilian cultural diversity. Such diversity was divided into categories to frame from high society to the most popular people: the laudable ‘Ranchos’, the ‘Blocos’ (carnival blocks) and the uncontrolled ‘Cordões’. As the blocks were considered middle ground, it is through them that the samba groups seek acceptance of brazilian society, been designated as Samba Schools in the 30’s. The feast of meat began with a purpose and, over time, gained a worldly air, where the focus has shifted to other types of meat. I apologize myself now to talk openly with you. Sex sells! This is probably one of the main ideas that foreigners may have of our country. This idea brings many tourists here. Someone should tell them they need not spend wish a so expensive plane ticket, because it also has prostitutes in their countries. I do not like that they come in my country, look at me and see me as a “easy sex”. In this way I’m seen in some places abroad, here I do not want! I’m in my house and I demand respect! Unfortunately, for some years, was seeing the number of Brazilians who enjoy the carnival decrease, while the number of foreigners residing in Brazil or not, who love our samba increase. The Carnival lost the beauty to me until I decided to make this series of posts for you. My goal was to show a Carnival different from that exported, a Carnival from my perspective: a mere brazilian woman. With this intent, it was reborn in me the simple Carnival happiness, that live the joy, feel every drumming and rejoiceth with the beautiful and hard work done on the floats. This new Cristiane wishes you a Happy Carnival.

Button Up Shirt, Belt & Sequin Purse: Zara (IT) / Shorts: C&A / Pumps: Riachuelo

FIM! FIM?

THE END! THE END?

– Cri.