[I also write in english! Yaaay]

JÁ NOS PERGUNTARAM SE AQUILO [AS ROUPAS DO ESTANDE] ERAM MESMO PARA VENDER.
They have ever asked to us if that thing [the clothes] would really be sold.

ESTILO NÃO É UMA QUESTÃO DA SOCIEDADE PARA COM AS PESSOAS E SIM DA PESSOA COM ELA PRÓPRIA.
Style is not a question from the society towards the people but from the person to herself.

O QUE INCOMODA A SOCIEDADE É A PESSOA ESTAR FORA DOS PADRÕES, MAS ESTAR BEM CONSIGO MESMA.
What bothers the society is a non standard person being comfortable with herself.

FIZ DREADS REMOVÍVEIS. EU POSSO TIRAR PARA IR TRABALHAR.
I’ve made removable dreads so I can take out to go to work.

JÁ FUI XINGADA NA RUA.
I have ever been insulted in the street.

[PORTUGUÊS]

Você me respeitaria se eu me vestisse diferente de você ou se eu pensasse diferente? Sim? Certeza? Você menosprezaria meus conhecimentos por eu ter ideias e ideais fora do padrão? Não? Certeza? Qual é o limite do teu respeito? Deborah, Naína, Monique, Marcos, Leila, Mariana e Paola. Pessoas com vidas diferentes unidas por um simples fato: todas estão assumindo a doçura e a agrura de serem elas mesmas. Este, meus amigos, é um convite para vocês abrirem as suas mentes.

Domingo, dia 15/09 – mais uma edição do Bazar Noir aconteceu na Lapa.

O que é o Bazar Noir? É um evento que concentra grifes voltadas para a moda alternativa. Com desfiles, shows de bandas underground, DJ’s que tocam músicas interessantes, o Bazar Noir existe há mais de seis anos. E a cada edição deste evento, um tema é escolhido. Desta vez foi PIN UP! Lá, outra coisa interessante aconteceu. Nesta edição, o que me chamou a atenção foram as pessoas que fazem o evento ser tão inclusivo. Vejam se estou certa.

No agitado camarim, aguardando o desfile, estava a maquiadora do evento DEBORAH LOBO. Ao comprar em brechós e não só, ela sempre agrega elementos do estilo pin up ao seu vestuário do dia a dia. Atitude no modo de se vestir, atitude no modo de pensar. Com sua capacidade de discorrer inteligentemente sobre a evolução na mentalidade da sociedade, sobre a posição da mulher na mídia, da feminilidade libertadora de uma pin up, Deborah desmistifica premissas preconceituosas sobre a frivolidade de profissionais da área de moda e da área de beleza, dando um novo sentido ao “ser uma pessoa consciente e pensante”.

Ao lado da Deborah, estava a NAÍNA MONSORES, que já tinha atraído os meus olhares para os seus cabelos coloridos e o seu undercut. Pensei comigo que ela deveria ter um acontecimento interessante para relatar. Eu me enganei. Ela teve vários! Aos 22 anos, Naína já sabe bem o quanto a sociedade pode ser preconceituosa. Perto de casa, talvez pela vizinhança religiosa que possui, sente-se incomodada com os olhares voltados para ela toda vez que passa. Na rua, já foi insultada pelo simples ato de acharem divertido zombar de alguém com visual diferente. No salão onde trabalha como cabeleireira, clientes já se recusaram a serem atendidas por ela. E olha que eu pensava que na área de beleza as pessoas costumavam ter mais abertura mental para os visuais alternativos! Mas não, Naína contou que já viu até mesmo um profissional ter que mudar de cabelo para trabalhar em um salão. Minha heroína da resistência!

Sabem o que proponho agora?

 

Uma pausa! Uma pausa musical. Na verdade, proponho um jogo para aqueles que não a conhecem. Pelas fotos que já mostrei até agora, vocês seriam capazes de reconhecer a vocalista da banda Bloody Mary & The Munsters?

 

      Quando virei para o lado me deparei com os belos dreads de MONIQUE MARK, que tem um longo histórico de mudança estilos de cabelo, cores e tamanhos. Ainda que com a dificuldade de aceitação de seu estilo por parte de seus familiares, Monique sempre foi dando um jeito de driblar os empecilhos. Ela contou que já esperou a mãe dormir para furar a orelha e que já fez tatuagem escondida. Sim, a maioria dos pais sonham um estereótipo para seus filhos, o que é perfeitamente normal. E Monique me provou que, apesar disto, não podemos deixar de ser quem somos, não podemos abdicar de nossa personalidade. Monique me provou que, com jeitinho, vamos chegando onde queremos. Hoje em dia ela leva esta sua capacidade de amoldar a sua vida de acordo sua personalidade para onde vai, inclusive para o trabalho! Ela não pode pintar o cabelo de roxo para trabalhar como secretária da diretora da Vigilância Sanitária, mas nem por isso deixou de encontrar outro modo de ser como ela quer: seus dreads removíveis que o digam.

Sai do camarim um pouco e quem encontro ali em frente? Na edição passada do Bazar Noir, comentei sobre os padeiros que fazem pães finos exóticos e são donos do Portal INK: MARCOS MIRANDA E PEDRO LUDOLF. Praticamente super heróis: pães de dia e super artistas a noite. Pois bem, encontrei o Marcos! Nós conversamos sobre o quanto ainda é ruim ser negro, gordo e homossexual no Brasil. Marcos, um plus size alto com um sorriso lindo, desfilou com uma camiseta com os seguintes dizeres: Anorexican Fashion Weak! Adorei! Parabéns aos criadores da camisa, parabéns por escolherem o Marcos. Com uma crítica fundamentada, ele ressaltou: “48% das mulheres e mais de 50% dos homens estão acima do peso. É um mercado que não pode mais ser ignorado”. Ah, eu poderia conversar com o Marcos durante horas, porque sabemos o quanto se tem para falar quando o assunto é moda plus size.

Após o desfile, já andando pelo evento, encontrei o estande das meninas LEILA MÜLLER, MARIANA OLIVEIRA e PAOLA ZUCCARI, as donas do Megazine Vintage, uma loja que vende roupas e acessórios do acervo pin up. Elas vendem até mesmo anáguas! Isso para mim é um máximo, mas nem todos veem assim. No show em tributo ao Elvis e aos Beatles realizado no Clube Naval de Niterói, perguntaram se as roupas do estande eram mesmo para serem vendidas. Oi? Apesar do contratempos, se você pensa que elas são só rostinhos bonitos vestidas com estilo de pin up estão enganados! Elas sabem do assunto: conversamos sobre a origem do termo pin up, sobre o feminismo x pin up – feminilidade e alguns fatos curiosos que renderiam um post à parte. Quer mais? Só indo ao show de Mariana na banda Bloody Mary and the Munsters!😉

Bem, histórias interessantes que só enfatizam para mim que o importante não é a aceitação da sociedade, mas sim o respeito. É por isto que escolho terminar mais uma vez com a frase de Claudia, da loja Lilica Bolsas, sobre a caveira Josephyna: Ela é o símbolo de igualdade, porque todos nós viraremos uma, não importa a cor, raça, religião… Lindo, não?


[ENGLISH]

Would you respect me if I dressed different or if I thought differently from you? Yes? Sure? Would you despise my knowledge if I had nonstandard ideas and ideals? No? Really? What is the limit of your respect? Deborah, Naina, Monique, Mark, Leila, Mariana and Paola. People with different lives, together by one simple fact: all are assuming the sweetness and bitterness of being themselves. This, my friends, is an invitation to open your minds.

Sunday, September 15  – another edition of Bazar Noir happened in Lapa, Rio de Janeiro – Brazil.

What is the Bazar Noir? It is an event focused in brands aimed at the alternative fashion. With fashion shows, concerts with underground bands, djs who play interesting music, the Bazar Noir exists for more than six years. And in every edition of this event, a theme is chosen. At this time the theme was PIN UP! There, another interesting thing happened. In this edition, what caught my attention were the people who make the event to be as inclusive. See if I’m right.

In the busy dressing-room, waiting for the fashion show, was the makeup artist DEBORAH LOBO. By shopping at thrift stores and not only, she always adds elements of the pin up style in her everyday apparel. Attitude in the mode of dressing, attitude in the way of thinking. With her ability to discuss intelligently on developments in the mindset of society, the position of the women in the media, the liberating femininity of a pin up, Deborah demystifies prejudiced assumptions about the frivolity of professionals in the fashion/beauty area, giving a new meaning to “being a conscious and thinking person”.

Beside Deborah, there was NAÍNA MONSORES, who had attracted my eyes to their colored hair and her undercut. I thought to myself that she should have an interesting event to report. I was wrong. She had several! At 22 years old, Naína knows well how the society can be prejudiced. Closer to home, perhaps because her religious neighborhood, she feels uncomfortable with the stares directed at her every time she walk around. On the street, she has been insulted because some nonsense persons finds funny to mock someone with a different visual. In the beauty salon where she works as a hairdresser, some customers have ever refused to be served by it. And I thought in the field of beauty, people used to have more mental openness to a alternative visual! But no, Naina said she has seen even a professional having to change the hair to work in a beauty salon. My hero of the resistance!

Do you know what I propose now?

 

A break! A musical break. In fact, I propose a game for those who don’t know her. From the pictures that I’ve shown so far, would you be able to recognize the lead singer of the band Bloody Mary & The Munsters in THIS VIDEO?

 

       When I turned to the side I came across the beautiful dreads of the MONIQUE MARK, who has a long history of changing hair styles, colors and sizes. Although the difficulty of acceptance of her style by her family, Monique has always been giving a way to get around the obstacles. She said she had ever pierced her ears after her mother slept and had ever made a tattoo hidden from her parents. Yes, most parents dream of a stereotype for their sun/daughter, which is perfectly normal. And Monique proved to me that, despite this, we can’t abdicate our personalities. Monique proved to me that, nicely, we can arrive where we want to go. Nowadays she takes this ability to conform the life according to your personality wherever she goes, even to work! She couldn’t dye her hair purple to work, but she found another way to be what she wants: her dreads removable will say that.

Out of the dressing room a bit and who did I in front of the door? In the last edition of Bazar Noir, I commented on the bakers who make fine and exotic breads and also own the store Portal INK: MARCOS MIRANDA AND PEDRO LUDOLF. Superheroes indeed: bread at day and super artists at night. Well, I found Marcos! We talked about how bad still is to be black, fat and gay in Brazil. Marcos, a tall plus size with a beautiful smile, walked the runway with a shirt with the following words: Anorexican Fashion Weak! Loved it! Congratulations to the creators of the shirt, congratulations for choosing Marcos. With a reasoned criticism, he said: “48% of the women and over 50% of the men are overweight. It is a market that can no longer be ignored”. Oh, I could talk to Marcos for hours, because we know how much we have to talk about when it comes to the plus size fashion.

After the fashion show, I found the booth of the girls LEILA MÜLLER, MARIANA OLIVEIRA and PAOLA ZUCCARI, the owners of the Megazine Vintage, a store that sells clothing and accessories inspired in the pin up style. They even sell petticoats! This sounds good to me, but not everyone sees that. At the show in tribute to Elvis and the Beatles held at Clube Naval Charitas – Niterói, some persons asked if the clothes in the booth were really to be sold. What? Despite the setbacks, if you think they are just pretty faces dressed in pin up style, you are mistaken! They know deeply about the pin up subject: we talked about the origin of the term pin up, about feminism x pin up x femininity and some curious facts which would yield a post apart. Do you want more? Then, go to the show of the Mariana’s band, the Bloody Mary and the Munsters!😉

Well, interesting stories that only emphasize that the important thing is not the acceptance of society, but the respect. This is why I choose to conclude again with I heard from Claudia, owner of the Lilica Bolsas, about the skull Josephyna: she is the symbol of equality because everyone will turn one, don’t matter the color, race, religion… Beautiful, isn’t ?

 

      [POR] Deixo o meu agradecimento a minha linda cunhadinha Camila Reis, a dona da Lady Candy, que me chamou para desfilar para a marca dela, o que foi/é/sempre será excitante! Dentre a variedade de poás, babados, lacinhos, cores e muita fofura, Lady Candy é uma marca especializada no vestuário pin up! Vale a pena conferir! Ah, a Camila está criando um blog, então fiquemos atentos!

[ING] I thank to my beautiful sister-in-law (I have a friend-brother) Camila Reis, the owner of the store Lady Candy, who called me to model to her, what was / is / will always be exciting! Among the variety of polka dots, ruffles, bows, colors and lots of cuteness, Lady Candy is a brand specializing in pin up clothing! Worth checking out! Oh, Camilla is creating a blog, so stay tuned!

Fotos por Franz Borborema, Camila Reis e por mim.

 

      [POR] Vocês se lembram da Jasmim Manga? Fiquei apaixonada pelo efeito da iluminação no estande deles! E é claro pela coleção nova! Eduardo não voltou mesmo para a faculdade para continuar fazendo o que gosta ao lado da brilhante Moana! Ainda na lista de meus heróis!

[ING] Do you remember the store Jasmim Manga? I was fascinated with the effect of lighting in their booth! And of course the new collection! Eduardo does not even returned to college to continue doing what he loves to do on the side of the brilliant illustrator Moana! Still on the heroes list!

 

Muito obrigada aos que gentilmente pararam para conversar comigo, para a sempre fofa Letícia e para a organizadora do evento Vanessa! Beijos a abraços para os que conheci através do evento, os que mantenho contato no Face (está rolando muita coisa interessante por lá) e para os que ainda hei de conhecer. Até a próxima!

– Cri.