[POR] Um designer, uma casa de moda, um casamento perfeito. “Meu bem” para lá, “meu bem” para cá. Até que a morte os separe. Que nada! Um deslize, apenas um deslize já é o suficiente para que o designer, que dedicou o apogeu de sua juventude fashion a marca, seja trocado por dois de 20 anos e abandonado aos cuidados de si mesmo. Um deslize para o designer estar agarrando com as unhas o último resquício de orgulho que a casa de moda lhe tentará tirar através do doloroso trâmite processual do divórcio, pelo qual perderá a segurança do conhecido (sobre)nome da marca. E o que acontecerá com ele ao ter o seu “nome de solteiro” de volta?

Um designer, uma casa de moda, um casamento perfeito. “Meu bem” para lá, “meu bem” para cá até que um dia a obrigação do designer de ser a esposa perfeita em diversos eventos sociais produzidos a cada primavera/verão e outono/inverno faz com que ele sucumba aos encantos que vem de fora desta união. Encantos muito maléficos, muito agressivos, muito… psicodélicos. Resultando na longa e intensa viagem de ida e volta até a clínica ou na viagem cuja volta é negada, também conhecida como morte. Morte… enfim, o termo final ao casamento “perfeito”.

Um designer, uma casa de moda, um casamento perfeito. “Meu bem” para lá, “meu bem” para cá. Muita união destes dois seres que se tornaram um só e funcionam muito bem, mas sendo apenas um só, uma única unidade (fui redundante?). O designer já não sabe mais quem ele é, já não sabe como imprimir a sua própria marca dentro da casa de moda, já não tem mais a sua privacidade, a sua individualidade. Acaba se tornando “o designer da casa de moda tal”. O casamento pode até ter elevado o patamar de seu nome, mas ele nunca sobressai ao da sua amada marca. Um relação simbiótica e doente, cuja insanidade funciona bem aos olhos de quem não vê.

Eu poderia dizer que descrevi alguns casos específicos em meus exemplos, mas acredito que eles podem se aplicar em muitos casos, exclusivamente quando o designer é a segunda esposa, ou seja, não foi ele quem criou a marca. A bem da verdade, podemos perceber que, quando um designer é contratado para dar prosseguimento as atividades de uma casa de moda que não leva o seu nome, está na mesma situação de qualquer um que trabalha na empresa a qual não criou, vivendo situações as quais não planejou. Estamos ali empenhando as nossas forças em algo que não é nosso ou que não previmos. Certo que alguns tem mais garantias que o casamento não terminará tão fácil, isto é, que não serão demitidos facilmente; outros, nem tanto. Mas seja lá a situação, a pergunta é: você está simplesmente fazendo o que te pedem ou está imprimindo um pouco da tua marca no teu trabalho e tentando lidar com os imprevistos? Apliquemos isto na nossa vida também: você está apenas sobrevivendo, deixando o ar entrar e sair, ou está lutando para viver ou já vivendo do jeito que quer? Afinal, que tipo de cônjuge você está sendo?


[ING] A designer, a fashion house, a perfect marriage. “honey” there, “baby” here. “Till death do us part”. Not even in your dreams! One mistake, only one mistake is enough for the designer, who dedicated the heyday of his youth fashion to the fashion brand, gets replaced by two 20-years-old-designers, being abandoned to no one else take care of him. And this mistake will put the designer in a difficult situation: the fashion house will take his last remnant of pride through the painful divorce process, by which he’ll lose the security of the known ‘married name’. And what it will happen when he’ll have his “maiden name” back?

A designer, a fashion house, a perfect marriage. “Honey” there, “baby” here until a day the obligation of the designer in being the perfect wife in various social events produced each spring/summer and autumn/winter makes him succumb to a charm that comes out of this union. A very aggressive and psychedelic charm, resulting in long and intense journey to the clinic or to the trip whose return is denied, also known as death. Death… well, the final term the “perfect” marriage.

A designer, a fashion house, a perfect marriage. “Honey” there, “baby” here. A strong union of these two beings who have become one and work very well, but being only one, one unit (was I redundant?). The designer no longer knows who he is, no longer knows how to stand your own brand within the fashion house, he has no longer his privacy, his individuality. He has become “the designer of the fashion house”. The marriage may even have raised the level of his name, but it never stands over the beloved brand. A symbiotic and patient relationship, whose insanity works well by the eyes of those who don’t see.

I could tell that I just described some specific cases, but I believe that they can apply in many cases, exclusively when the designer is the “second wife”,  in other words, it was not him who created the brand. In truth, we can realize that when a designer is hired for continuing the activities of a fashion house that doesn’t take its name is in the same situation of anyone who works in the company that didn’t create, living not planned situations. We are all striving for something that is not ours. Certainly, some of us have more guarantees that the “marriage” will not end so easily, that is, it will not be easily dismissed; the others, not so much. But, whatever the situation, the question is: are you just doing what you are asked for or are you improving yourself in your work and trying to deal with the unexpected? Let us apply this in our life as well: are you just surviving, letting air in and out, or are struggling to live the way you want? After all, what kind of “wife” are you being?

 

– Cri.