OUT

Avenida Presidente Vargas, Centro da Cidade do Rio de Janeiro. Dia 11 de fevereiro – ontem. Uma atmosfera colorida por lá rodeou. Esbocei um sorriso ao comparar aquele cenário com os dias de trabalho corriqueiros, em que a multidão zumbi se levanta da cama, deixando sua alma ali, para ir trabalhar. Nada de trabalho, só risadas e olhos curiosos para aqueles engenheiros, técnicos, ajudantes que estão em torno, por cima, embaixo dos carros alegóricos. Ah, os carros alegóricos! Impossível não ser atraída pelas suas sinuosas formas que concretizaram A idéia originalmente abstrata. Ao caminhar pelos transeuntes, percebi que queria mais, mais do que estar ali. Coca-Cola a R$ 5,00. Acabei de anuir com um roubo contra mim mesma, mas… Não não tem mas, eu fui roubada! Procurei um melhor lugar para me encaixar no meio dos milhares foliões que disputavam avidamente por uma visão, eu diria, menos ruim da primeira escola de samba a desfilar. Nossa, o carro emperrou! A fantasia arrebentou! O carro estava alto demais para passar pela ponte… ponte idiota! E a multidão se explodiu em aplausos quando conseguiram fazer o carro andar, consertaram a fantasia, abaixaram o adereço do carro para ele superar a ponte (não sabia a maioria dos carros alegóricos maiores possuem um dispositivo para baixar o seu ponto mais alto). Ah, a imprensa em seu camarote especial! Im-pren-sa… eu queria ser da imprensa naquele momento! Ficar ali não poderia ser o suficiente…


Presidente Vargas Avenue, Rio de Janeiro Center. February 11 – yesterday. A colorful atmosphere surrounded by there. I sketched a smile, when I compared that scenario with the ordinary working days, in which the zombies crowd gets out of bed, leaving theirs souls there, to go to work. No work, just laughs and curious eyes for those engineers, technicians, assistants standing around, over and under the carnival floats. Ah, the floats! It is impossible don’t be attracted by its sinuous forms that materialized an idea originally abstract. When walking among the passersby, I realized I wanted more, more than just being there. Soft drink for $ 2,50. I just nodded with a steal against myself, but … There is not but, I was robbed! I looked for a place to fit me best among the thousands revelers who were vying for a less bad view of the first samba school to parade. Wow, the car stalled! The costume busted! The car was too high to pass the bridge … Idiot bridge! And the crowd burst into applause when they managed to make the car go, fixed the costume, lowered the car to overcome the bridge ( I didn’t know the most of the larger floats have a device to low its highest point). Ah, the press with a particular cabin! P-R-E-S-S… I wanted to belong the press in that moment! Staying there couldn’t be enough…

IN

… Momento depois, A-tug-tug-duh-A-tug-tug-duh… Sambódromo!!! Quer dizer, Sambódromo. Uma senhora mal educada se recusou a mover seus ossinhos para me dar acesso ao lugar que eu queria chegar. Ok, dei a volta e incomodei muita gente, porém… O Sambódromo!!! Quer dizer, o Sambódromo é dividido em 13 setores, os pares de um lado e os ímpares de outro, estando o setor 1 no início da Avenida e o setor 13, ao final. Sam-bó-dro-mo. Os setores são divididos em arquibancadas, frisas (as cadeiras localizadas logo a frente da maioria das arquibancadas) e camarotes. Ingressos para a arquibancada do setor 1, também conhecido como a área de concentração, onde todos se preparam para começar a desfilar, não são vendidos para o público, pois são dados pelas escolas de samba para a sua comunidade. Soube que o setor 9 é conhecido como o setor turístico, onde os lugares são numerados e a visão é excelente – próprio para os turistas que querem descobrir como é um desfile de uma escola de samba. O preço dos ingressos variam – absurdamente – de acordo com a vista para a avenida. Bem a minha frente, as frisas deviam valer a partir de quatro mil reais. Ao lado o camarote do patrocinador somente para convidados e mais para o meio consegui imaginar os vinte mil reais a cento e quartoze mil reais que custaram as demais camarotes. Alguém aí gritou segregação social? Sim, senhor! Ah, o desfile! Diante de mim, uma pintura em movimento, uma riqueza de cores divididas entre os pequeninos pixels sambantes da Avenida, as almas persistentes dentro dos corpos cansados que estão suportando fantasias pesadas e quentes, o suor de todos aqueles que trabalharam até o último momento para ver sua escola de samba entrar no Sambódromo. A reação à cada carro, à cada alegoria, à cada batida da bateria, à cada letra do samba, à cada fantasia operou imediatamente no público, que por vezes se manteve sentado ou em pé, ou cantando ou dançando ou pulando… Não necessariamente nesta ordem. Nossa, o carro estava alto demais para passar pela torre da imprensa… Imprensa idiota! E o aqui também vibraram cada vez que os carros superaram o obstáculo. Aqui também.


… Moment later, A-tug-tug-tug-A-duh-duh-tug … Sambadrome!!! I mean, Sambadrome. A rude lady refused to move her littles bones to give me access to the place I wanted to reach. Ok, I turned around and bother many people, but … The Sambadrome!!! I mean, the Sambadrome is divided into 13 sections, the pairs on one side and the odds in the other. The sector 1 is in the beginning of the Avenue and the sector 13, at the end. Sam-ba-dro-me. The sectors are divided into bleachers or grandstands, “frisas” (the chairs located just ahead of the majority of the bleachers) and cabins. Ticket for the grandstand in the sector 1, also known as a “área de concentração” where all prepare to begin parading, are not sold to the public because it is given by samba schools to their community. I Knew the sector 9 is known as the tourist sector, where the seats are numbered and the vision is excellent – suitable for tourists who want to discover how is a samba school parade. The ticket’s prices vary – absurdly – according to the views of the avenue. Well, to me, the “frisas” should be worth from two thousand dollars. Beside of me, there was the ‘sponsored cabin’ only for guests and more for the middle of the avenue I could even imagine the 10.160 to 58.000 dollars that the other cabins had costed. Someone there yelled ‘social segregation’? Yes, sir! Ah, the parade! In front of me, a moving painting, a wealth of colors divided between the  little pixels dancers in the avenue, the persistent souls within the tired bodies that are supporting heavy and warm costumes, the sweat of all those who worked until the last moment to see their samba school at the Sambadrome. The reaction to each float, to each allegory, to every beat of the drums, to each letter of the samba-plot,  to every costume operated immediately in the public, that sometimes kept sitting or standed up or sang or danced or jumped… Not necessarily in that order. Wow, the carnival float was too high to pass by the tower of the press… Idiot press! And also here they cheered every time the floas overcame the obstacle. Here too!

LET’S DANCE!


– Cri.