Sou só eu ou tem mais alguém que ainda não está sentindo as promessas de 2013 batendo a porta? Não, não quero ser uma pessimista, mas também não posso deixar de perceber um fato: as grandes expectativas para 2013 não começaram a se concretizar desde o dia primeiro. Na verdade, acho que a minha criatividade congelou e não há efeito estufa que garanta pelo menos uma lasquinha derretida. Acho que também tem a pitada de melancolia devido a aproximação do dia do meu aniversário. É sempre assim a cada ano (não gosto do meu aniversário… Freud explica!). Só que neste ano está diferente, está mais denso e tenso. Neste ano completo… eh… cof cof… 30! Assim, de repente. Não era tão difícil admitir minha idade algum tempo atrás. Aliás eu ficava bem feliz em dizer os anos que eu tinha, por sempre receber um elogio sobre o quanto eu parecia mais nova! Alguém pode me explicar esta aflição pré 30? Estou me cobrando mais, estou olhando para trás como se eu tivesse vivido 100 anos, estou querendo fazer de 2013 uma corrida em busca daquilo que não vivi! Começo a pensar que não sou mais uma jovem com predileção para os filmes clássicos, músicas de outra época ou roupas vintage, e sim um senhora de idade que lembra saudosamente dos tempos em que viveu! Vou ser sincera, meu coração está em pedacinhos, mas resiste bravamente na UTI graças a sopinha e a soneca no meio da tarde. Estou exagerando!? Ahhh, tanto drama. Acho que estou lendo romances demais. Fico me indagando se o senhor tempo não percebeu que ainda me sinto com 15… Por que ele não me deixa em paz e corta o dia 10 do mês de janeiro? Talvez eu me sentisse melhor se fizesse aniversário em 29 de fevereiro. E em falando de moda, o que eu faço com a minha saia de tutu? O que eu faço com os babados? Será que estão esperando de mim um dress code diferente agora? Diz aí 2013, o que eu faço com os sapatos estilo bonequinha? Devo jogar os acessórios de cabelo no lixo? Pois não, não vou. Não quero ser mais uma que teme ao admitir a idade, não serei mais uma que teme o amadurecimento, porém também não serei mais uma que de uma hora para outra deixa de gostar das coisas que costumava gostar e adentra amargamente em sua nova fase. Como a minha mãe diz: cada coisa a seu tempo. E, em 2013, é chegada a minha hora de aproveitar os 30 anos e todas as suas promessas (com ou sem tutu), sem faltar uma boa dose de bom senso (ou não! Viva Anna Dello Russo!). É chegada a hora de tão somente me sentir mais dona do meu narizinho de batata, como diz meu noivo. Eis o momento de experimentar coisas novas sem perder minha essência. E que venha o período balzaquiano…


[ING] Is it just me or is there anyone else who is not feeling the promises of 2013 slamming the door? No, I don’t want to be a pessimist, but I cannot help but notice one fact: the great expectations for 2013 hadn’t begin to materialize since the first day. Actually, I think my creativity is frozen and there is no greenhouse guaranteeing at least a melted sliver. Actually, I think it also has a hint of melancholy in the middle because of the approach of my birthday. Every year is so (I do not like my birthday… Freud explains!). Except that this year is different, it’s denser and tenser. In this year I will be … eh … cof cof … 30! So suddenly. It never was that hard to admit my age, some time ago. In fact I was quite happy to say my age, because I always used to receive a compliment about how I looked younger! Can someone please explain this affliction pre 30? I’m charging more tasks, I’m looking back as if I had lived 100 years, I’m treating 2013 like a private race in search of what I didn’t live! I begin to think that I am no longer a young girl with a predilection for classic movies, music from another period or vintage clothing, but an elderly lady who wistfully recalls the times in which lived! I’ll be honest, my heart is in pieces, but bravely resists in the ICU thanks to the soup and the nap in the afternoon. Am I exaggerating? Ahhh, so much drama, I know. I think I’m reading too many novels. I’m wondering if you did not realize that time I still feel with 15… I’m wondering if the Mr. Time doesn’t realize that I still feel that I’m 15 years old… Why doesn’t he leave me alone and cuts the 10th day from January? Maybe I’d feel better if my birthday was on February 29. And speaking about fashion, what do I do with my tutu skirt? What do I do with the ruffles? Is someone waiting from me a different dress code now?! Say you, 2013, what do I do with my doll shoes? Should I throw my hair accessories on the trash? Well no. I will not do that. I don’t wanna be another who fears to admit the age, I don’t want fear the ripening, but I also will not be one of those who suddenly no longer enjoy the things that used to like and bitterly enter in a new phase. As my mother says: each thing at a time. And in 2013, it is my time to take advantage of the 30 years old and all his promises (with or without tutu), without missing a good dose of common sense (or not! Viva Anna Dello Russo!).It’s time to feel me more a proud owner of “my little potato nose”, as my fiance says. Here is the time to try new things without losing my essence. And may come the balzacian period…

PS.: Eu realmente amo essa música chamada Incurably Romantic do filme Adorável Pecadora. Esta versão é cantada por Marylin Monroe e Vaughan Frankie (que voz!). Mas há a versão com o francês Yves Montand e é muito charmosa.


PS.: I really love this song called Incurably Romantic from the movie Let’s Make Love. This version is sang by Marylin Monroe and Frankie Vaughan (what a voice!). But there is the version with the french Yves Montand and it is very charming.

Cris

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