[POR] Ultimamente, o Brasil tem sido bombardeado pelo termo “Economia Criativa”, principalmente após a criação da Secretaria da Economia Criativa neste ano.  Só aqui no Rio de Janeiro, já se teve alguns eventos voltados para este assunto. Porém, esta tendência da economia em reconhecer o setor criativo como parte integrante do mercado promissor e competitivo começou em 1994 com Paul Keaton, o primeiro ministro da Austrália. Desde então, Canadá passou a investir mais neste setor assim como o Reino Unido de Tony Blair e outros países. Livros foram escritos como The Creative Economy: How People Make Money From Ideas do jornalista John Howkins (momento em que seria usado pela primeira vez a denominação ‘economia criativa’) e a Ascensão da Classe Criativa do economista Richard Florida. Mas, para tudo. . . O QUE É ESSA TAL DE ECONOMIA CRIATIVA?

É nada mais, nada menos do que empreender uma idéia, em que a criatividade é o fator determinante para a evolução do negócio. Imagine uma confecção. Toda a sua estrutura está baseada em máquinas, mão-de-obra e matéria-prima: o tipo do tecido utilizado e a força de trabalho empregada determinará o valor final do bem. Uma confecção faz parte do setor tradicional da economia. Agora, diferente é uma empresa de moda. O que determinará o seu crescimento, o que determinará o valor do bem produzido não será o maquinário, mas sim a criatividade e o conceito do estilista. Uma empresa de moda faz parte do setor criativo, integra a chamada economia criativa. E olha só que legal: os blogs de moda também.

Ok, blogueiros profissionais não são uma, permitam-me o pleonasmo, novidade nova. Mas o fato do governo finalmente ajudar  profissionais de artes (visuais, cênicas…), comunicação, design, arquitetura, moda, gastronomia, games  a transformar suas idéias em negócios é uma novidade sim, pelo menos no Brasil. Projetos como Rio Criativo, bem como a existência de eventos como o CRio e incubadoras voltadas para o setor dão diversas diretrizes que ajudam iniciar um bom negócio.

Talvez trabalhar com arte não poderia estar mais acessível. Contudo o sucesso de um empreendimento vai além de ter tão somente uma boa idéia, é necessário persistir e não sucumbir aos primeiros problemas. Eu diria que é mais do que enfrentar um leão a cada dia, é se transformar em um.

 [ING] Lately, Brazil has been bombarded by the term “Creative Economy”, especially after the creation of the Creative Economy Departament in this year. Just here, in Rio de Janeiro, we already had some events about this. However, this tendency of the economy to recognize the creative sector as part of the competitive and promising market began in 1994 with Paul Keaton, Prime Minister of Australia. Since then, Canada began investing more in this sector as well as the United Kingdom from Tony Blair and other countries. Books have been written as The Creative Economy: How People Make Money From Ideas from the journalist John Howkins (when the term ‘creative economy’ was used for the first time) and Rise of the Creative Class from the economist Richard Florida. But, stop all. . . WHAT CREATIVE ECONOMY IS?

It is nothing more, nothing less than launch an idea, whose creativity is the determining factor for the evolution of the business. Imagine a confection. The whole structure is based on machines, hand labor and raw materials: the type of fabric used and the workforce employed will determine the final value of the good. A confection is part of the traditional sector of the economy. Now, different is a fashion company. What it will drive its growth, what it will determine the value of the produced goods is not the machinery, but the creativity and concept from the stylist. A fashion company is part of the creative sector, integrates the called creative economy. And look how nice: the fashion blogs too.

Ok, professional bloggers are old news. But the fact that the government is helping professionals from the sectors as arts (visual, scenic …), communication, design, architecture, fashion, food, games to turn their ideas into business is a novelty, at least in Brazil. Projects like Rio Criativo, as well as the existence of events like CRio and the incubators focused on the sector, give several guidelines that help to start a good business.

Work with art couldn’t be more accessible. However, the success of an company goes beyond merely ‘having a good idea’, it’s necessary to persist and don’t succumb to the early problems. I’d say it’s more than facing a lion every day, it’s to become one.