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“A voz de nosso próprio Eu não estará nas páginas das revistas, nas bocas de nossos amigos, nos dicionários ou jornais. Estará dentro de nós. Para acessá-la basta perguntar o que você deseja saber, e depois (essa é a parte difícil) mergulhar silenciosamente em seu próprio mundo interno”. (Patrícia Gebrim, psicóloga e escritora)


“The voice of our own Me will not be in the pages of magazines, in the mouths of our friends, in dictionaries or newspapers. Will be within us. To access it just ask what you want to know, and then (this is the hard part) diving quietly in his own inner world”. (Patricia Gebrim, psychologist and author)

[POR] Após semanas sem nos falarmos, aqui estou eu na maior cara de pau como se nada tivesse acontecido…

Noutro dia, ouvi um advogado dizer ao outro que participou de uma festa, na qual uma mulher não estava vestida dentro do padrão aceitável para aquela reunião. Pelo o que eu entendi, a falada mulher não atentou contra o decoro, mas tão somente fez uso de seu estilo, que não seria o adequado para estar naquele grupo. O lugar não condizia com o estilo… Existe estilo para determinado lugar? Devemos nos importar? Você veste o que você gosta ou o que a sociedade aprova? Hummm… Sei que estou ficando cada vez mais bisbilhoteira ao prestar atenção na conversa alheia, mas tal colocação não foi interessante? Mensalmente recebemos normas de condutas entre as entrelinhas das revistas de moda. Eles dizem, ditatorialmente, como nos vestir, o que comer, como agir, onde ir, o que desejar, o que possuir. Elas tentam uniformizar seres humanos essencialmente complexos e diversos. O que é bom para uma pessoa, não é bom para outra. E isto é lindo! Ao invés de encararmos tal realidade de forma positiva, tentamos expurgar a “sociedade florida” de suas “ervas daninhas diferenciadas”. Aceitamos, ainda que inconscientemente, o massacre de nosso próprio eu em busca da sensação de pertencimento, em busca da proteção e conforto que temos quando sentimos que pertencemos a um grupo unido pelos seus interesses e comum. Só que nem sempre temos os mesmos interesses de determinado grupo, porém sempre estamos prontos para nos anularmos no intuito de não sermos desprezados. É ruim não estar bem consigo mesmo, é ruim não seguir os próprios sentimentos, é ruim não quebrar as regras de vez em quando, é ruim não sermos os nossos melhores acompanhantes, assim como é ruim ser encarada numa festa pelos demais só porque vestiu aquilo que te deixou confortável. Pelo menos uma vez, você já se vestiu para um evento sem primeiro pesquisar na internet ou consultar um amigo sobre determinada roupa ou estilo, se deixando levar apenas pelo seu instinto? Existem formas de se vestir apropriadas para uma determinada circunstância, respeitando a personalidade de cada um. Então, acho que está na hora de arriscarmos ao defendermos o direito de sermos nós mesmos só para variar, não acham?!

 

[ING] After weeks without posting, here I am in the greatest poker face as if nothing had happened…

The other day, I heard a lawyer saying to other lawyer that he went to a party, in which a woman was not dressed in the acceptable standard for that meeting. From what I understood, that woman didn’t wear something against the decorum, but she only made use of her personal style, which was not suitable to be in that group. Her style was not made for the place… Well, I thought: is there the specific style to a place? Should we care? Do you wear what you like or what the society approves? Hmmm… I know I’m getting more nosy while hearing the conversation of others, but such placement was so interesting, wasn’t it? Each month, the magazines dictate how we have to dress, what we have to eat, what we have to do, where we have to go, what we have to desire. They try to standardize human beings that are essentially complex and different. What is good for one person is not good to another. And this is beautiful! Instead of facing this reality in a positive way, we try to purge the “flowered society” from their “differentiated weeds”. We accept, however unconsciously, the massacre of our own selves in favor of the “sense of belonging”, in search of the protection and the comfort that we have when we feel that we belong to a group united by their common interests. Just not always we have the same interests of a particular group, but we are always ready to cancel ourselves because we don’t want to be despised. It’s bad don’t be fine fine about yourself, it’s bad don’t follow your own feelings, it’s bad don’t break the rules from time to time, it’s bad don’t be your best friend, as it is bad to feel faced by others at a party just because you wore something that you like. Just for once, have you ever dressed for an event without consulting a friend or internet about certain clothes or style, just getting carried away by your instinct? There are ways to dress appropriate for a given circumstance, respecting the personality of each one. So I think it’s time to take a chance to defend the right to be ourselves, don’t you think?!

Dress: Zara (IT) / Shirt: Tessera (BR) / Sandal Boots: Sonho dos Pés (BR) / Brooch: ?

In time:

Fila para entrar na Loja SEARS ROEBUCK, a primeira loja de departamentos na Zona Sul, situada na Praia de Botaafogo, esquina com a Rua Alfredo Gomes.

– Cri.