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Constituição da República Federativa do Brasil, Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (…)

[POR] Todos somos iguais perante a lei… Mas e perante a sociedade, somos todos iguais? Após um longo tempo indo com os cabelos secos para o trabalho, resolvi deixá-los ao natural. Gosto do meu cabelo de ambas as formas, a minha única preferência é ter a capacidade de variar. Isso causou algumas reações nas pessoas que cotidianamente me vêem. O porteiro do prédio em que trabalho, por exemplo, assim que me viu na segunda-feira, disse (com um grande sorriso no rosto): “Oooooi! Nossa, que elegância, hein!” E durante todos os dias desta semana, ele já não mais me cumprimentava como antes, sempre me dava um “bom dia” ou um “oooooi” mais caprichado  com o bendito sorriso no rosto. Eu ainda estou tentando realizar se ele gostou do cabelo ou não, mas aquele sorriso no rosto… Me dá o que pensar. Por que aquilo que costuma fugir dos padrões é tratado como algo ruim? Por que ainda temos assunto para falar quando se trata de preconceito e racismo? Por que na página online da Vogue, temos a Vogue Black? Por que aqui no Brasil, temos a Raça Brasil? De tanto pensar sobre o quanto a diferenciação poderia ser negativa ou positiva, resolvi analisar a questão com os meus olhos de advogada. O que? Sim, ela é chata, mas não morde (basta alimentá-la corretamente)! Bem, primeiramente, vem a questão mais óbvia: onde está a lei? O tratamento diferenciado nas revistas não estaria ferindo o art. 5 da nossa Constituição? Ora, meus caros, a diferenciação começa pelo próprio artigo.

Todos: “Como assim, Cri, bebeu?”

A Advogada: “Estão me chamando de bêbada, venho aqui compartilhar algo de interessante e é assim que vocês me tratam? Vou considerar isto como difamação e vocês serão punidos com o vigor do Código Penal!”

Eu: “hahahahahha eu não falei que ela era chata, alguém tem chocolate aí?”

Voltando, imaginem um consumidor que vai comprar uma roupa e outro consumidor que vai comprar arroz: qual deles paga o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) mais caro? Como são consumidores adquirindo produtos diversos, a lei interage em tais situações tratando as diferenças na medida que se diferem. Isto é o PRINCÍPIO DA IGUALDADE contido no artigo citado acima, é tratar desigualmente os desiguais na medida que se desigualam, sempre ponderando os parâmetros. Ora, ora, a minha pele é diferente daquela do índio, do japonês, do europeu, por que eu não deveria aceitar um tratamento especial? Para mim, tudo bem se ganhei uma revista que atende todo o mês as minhas necessidades (e não somente no dia de Zumbi dos Palmares). Porém, ainda seguirei questionando a existência da Vogue Black… Por que não poderia ser tudo numa Vogue só? Se não, onde está a Vogue Vermelha e Vogue Amarela? Hummm… Ainda tenho muito o que pensar!

 

[ING] We all are equal before the law… But before the society, are we all equal? After a long time going to work with my dry straightened hair, I decided to leave them natural. I like my hair in the both ways, my only preference is to have the ability to vary. This caused some reactions in the people that routinely see me. The doorman of the building where I work, for example, as soon as he saw me on Monday, he said (with a big smile on his face): “Helloooo! Wow, what elegance, eh!” And every day in this week, he no longer greeted me as before, he always gave me a “good morning” or a “helloooo” fancier with the blessed smile. I’m still trying to figure out if he liked the hair or not, but that smile on his face… It gave me what to think. Why what is out os the standards is treated as a bad thing? Why do we still have subject to talk when it comes to prejudice and racism? Why does the Vogue’s site have a ‘Vogue Black‘? Why do we have ‘Raça Brasil’ magazine, here in Brazil? In thinking about how much the difference could be negative or positive, I decided to look into the matter with my lawyer’s eyes. What? Yes, she sucks, but does not bite (just feed her correctly)! Well, first it comes the most obvious question: where is the law? The differential treatment in the magazines would not be hurting the the Constitutional law? Now, my dear, the truth is that the differentiation begins with the law.

All: “What, Cri, have you been drinking?”

The Lawyer Cri: “Are you all calling me a drunk?! I come here to share something interesting and this is how you treat me? I consider this as slander and you will be punished with the force of the Criminal Law!” Me: “hahahahahha I said it, she was boring! Does someone have chocolate there?”

Returning, imagine a consumer who will buy a amazing dress and other who will buy rice? Which one  of them will pay the ICMS (a brazilian tax of goods and services) more expensive? As the consumers are buying different products, law interacts in such situations to deal the differences in the extent that differ. This is the PRINCIPLE OF EQUALITY, it ecxatly is to treat the unequals unequally in the measure that they are not equals, considering the parameters. Well, well, my skin is different from Indian, Japanese, European… Why I should not accept special treatment? For me, it’s okay if montly I have a magazine attending my needs (and not only on the Black Awareness Day). However, I’ll still be questioning the existence of the ‘Vogue Black’… Why could not it just be all in one Vogue? If not, where is the ‘Vogue Red’ and the ‘Vogue Yellow’? Hmmm … I still have much to think about!

Dress: Rouparia (BR) / Necklace: Zara (IT) / Shoes: Soho dos Pés (BR)

– Cri. (I didn’t forget the comments, I’ll answer you all)