bloglovin

I define monster/beauty as an extremely articulated sensuous presence, image, or situation in wich the aesthetic and the erotic are inseparable. Monster/beauty is a condition, and it also describe an individual. Because extremity is immoderation – deviation from convention in behavior, appearance, or representation – and starkly different from standard cultural expectations for particular groups os people, monster/beauty departs radically from normative, ideal representations of beauty. Monster/beauty eroticizes the midlife female body, develops love between women, embraces without degrading or aggrandizing bodies that differ from one’s own in age, race, sex, and shape. Monster/beauty is artifice, pleasure/fiscipline, cultural inventation, and it is extravagant and generous: it is female hypermuscularity, the mother’s eros, aphrofitean radiance, the female professor’s pleasure in her pedafofical-scopophilic power.” (FRUEH, Joanna. Monster/Beauty: Building the Body of Love. University of California Press: 2011. Página 11)

[POR] Nesta semana comecei a pensar sobre o meu desapreço desmedido pela vulgaridade de certas artistas de televisão. Em era de Big Brother, somos bombardeados por imagens obscenas até mesmo em horários diurnos e tudo é visto com grande normalidade. Será que devo me habituar? Será que há algum significado para tudo isto? Até mesmo no “mundo vintage”, temos as pin ups com toda aquela conotação erótica de suas imagens. Confesso que elas curiosamente me atraem por toda a sensualidade que são capazes de ter com um simples olhar. E isto era (e ainda é) usado por muitas esposas donas de casa, que refugiavam a sensualidade nas suas pin ups interiores (escondidas da sociedade), com seus maridos. Por outro lado, também confesso que as pin ups são alvos de minha branda reprovação feminista por representarem a imagem da mulher voltada para a sedução masculina. Bem, eu não poderia estar mais enganada! Melhor, eu não poderia estar mais influenciada pelo pensamento machista! Explico. De acordo com a teoria de Joanna Frueh acima citada, um indivíduo pode carregar consigo duas qualidades extremas. Se de uma parte foi atribuído a pin up este senso de provocação sensual/erótica, em contramão ela representa a liberação de uma imagem estereotipada da mulher casta e frágil na sociedade daquela época. No nosso meio, sempre convivemos com o conceito  de virtuosa e de promíscua. Se o teu batom, o teu esmalte, as tuas roupas não condizem com as “mulheres de bem”, você não é respeitável. Ora, meu caros, as pin ups são símbolos de luta em prol do controle de sua própria imagem perante a sociedade tradicionalista, são símbolos de luta pelo poder das mulheres, pelo direito a sexualidade muito antes do movimento feminista deslanchar nos anos 60. A revolução sexual é muito importante para a história das mulheres e as pin ups são predecessoras a este acontecimento. Isso não poderia se encaixar melhor no conceito de feminismo: uma “vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero”. (Wikipédia)

Leia mais sobre assunto no livro de Maria Elena Buszek, ‘Pin-up Grrrls: Feminism, Sexuality, Popular Culture’.

 

[ING] In this week, I started thinking about my distaste for the rampant vulgarity of certain television artists. In the Big Brother era, we are bombarded with obscene images even during the day and everything is watched with a great normalcy. Should I get used? Is there any significance to all this? Even in the “world vintage”, we have the pin-ups with all the erotic connotation of their images. I confess, curiously they attract me because of all the sensuality that they are able to have at a glance. And this was (and it still is) used by many housewives, who took refuge the sensuality in their inner pin-ups (hidden from the society), with their husbands. On the other hand, I also confess that the pin-ups are targets of my feminist disapproval, because they represent the image of women looking only for the male seduction. I could not be more wrong! Best, I could not be more influenced by the thought sexist! I Explain. According to the Joanna Frueh’s theory mentioned above, an individual can have around two extreme qualities. If by a side it was assigned to the pin-ups this sense of sexy/erotic provocation, in the opposite direction it represents the emancipation of a stereotypical image of the chaste and weak woman in that society. Well, in our social environment, we always lived with the virtuous and promiscuous’ conceptions. If your lipstick, your nail polish, your clothes do not fit with the “good women” image, you is not respectable. Now, my dear, the pin ups are symbols of the struggle for the control of their own image, their own body in the traditionalist society, they are symbols of struggle for the women power, for the right to sexuality long before the feminist movement take off in the 60’s. The sexual revolution is very important to the women history and the pin-ups are predecessors to this event. This could not fit better in the feminism concept: a “human living free from oppressive patterns based on gender norms“. (Wikipedia)

Read more about the subject in the Maria Elena Buszek’s book, ‘Pin-up Grrrls: Feminism, Sexuality, Popular Culture’.

Top: H&M (IT) / Skirt: Handmade / Sweater: Tribbos (BR) / Necklace: Pink Biju (BR) / Flats: Riachuelo (BR)

– Cri.

PS1: I’ll answer you all as soon as have time to breathe!

PS2: Flávs, que fofa! Obrigada! Questões difíceis, mas tentarei respondê-las!