bloglovin

Blazer: Sacada / Pumps: Riachuelo / Skirt & Shirt: Leader /  Necklace: Pink Biju / Earrings: Fausto R. / Belt: Soulier

[POR] Buscas frenéticas por novidades, agitação ao ver belos sapatos, deleite exacerbado com os belos moldes vistos nos desfiles e reproduzidos atrativamente nas revistas e propagandas de TV, as músicas e as alocações facilitadas das araras nas lojas, os tons pastéis e terrosos… Algumas semelhança com Delírios de Consumo de Becky Bloom?! Hummm perigo! Por que você compra? Qual o motivo de comprarmos roupas e sapatos? E mais roupas e sapatos? Qual a nossa real necessidade?! O que ou a quem estamos tentando satisfazer? Tenho conversado sobre o consumismo e acho que este é um tema que, uma vez ou outra, deveríamos refletir sobre. Já pararam para pensar que, no meio social, é impossível viver sem consumir? Quando isto é feito de forma eficiente, consciente e responsável, ou seja, quando você se preocupa com os preços, quando você se preocupa em fazer do teu ato de consumo um ato sustentável (vide Fashion & Sustainanility – how it affects the vintage style) e quando você se preocupa com a matéria prima e o tipo de mão-de-obra utilizados para fazer aquele produto, você pratica o consumo racional. Mas e quando o básico não é suficiente?! E quando o ato de comprar se transforma numa válvula de escape para remediar uma carência ou o estresse cotidiano? E quando bate a tristeza imediata após sair de uma loja? Impulsividade e compulsão são dois adjetivos realmente perigosos quando associados a consumo. Aliás o nome muda, de consumo vira consumismo, ato pelo qual o consumidor adquire bens pelo simples prazer de possuí-los ou para manter sua ânsia por um estilo de vida que lhe foi criado pelos meios de comunicação. O fato é que isto é ‘normal’ na sociedade em que vivemos. Aliás, depois da Revolução Industrial do sec. XVIII, o consumo se alastrou com a produção de industrializados em grande escala e com o modelo de economia adotado: a economia liberal. Naquele momento, o período artesão foi superado. Por um lado foi bom porque a grande produção deixou os produtos mais baratos, o que deu as pessoas maior acessibilidade aos bens que eram somente adquiridos pelas classes mais ricas. Mas por outro lado, criou-se uma patologia no comportamento consumerista e agrediu-se o meio ambiente. Desde então, compramos, compramos e compramos e isso não basta. Principalmente para nós mulheres, já que a tarefa de comprar geralmente nos foi atribuída: produtos para a casa, roupas para os filhos e marido e etc. Bem, um par de sapatos não nos basta, não é mesmo? Mas volto a perguntar: por que? É culpa dos meios de comunicação que nos influenciam a ter algo que aquela modelo ou artista está usando? É culpa do nosso trabalho ou das funções domésticas que nos estressa? Ou somos somente nós mesmos querendo ter coisas, comprando algo pelo simples prazer de comprar?! Confesso que sou uma ávida consumidora, mas neste mês de março não comprei nada!!!!! JURO!!! Estou com algumas tremedeiras, mas estou bem! hahahahahah Prometi para mim mesma que só compraria (a-haaaa olha eu aí de novo!) um par de sapatos, os quais ainda não chegaram na loja. Preciso dizer como estou? Já liguei para diversas locais onde tem essa loja para saber se já tinha chegado o modelo, já fui até a loja mais próxima do meu trabalho e já deixei o meu telefone lá com as meninas! Como podem ver, sou um pouco culpada para dar lição de moral, só sei que trabalho durante um mês e acho que é justo me permitir determinadas regalias. Se esta tal regalia não tiver transgredido o meio ambiente e matado algum animal, ficarei extremamente satisfeita! Se isso faz de mim uma consumista compulsiva, ainda bem que não sou milionária! hahahaahah

 

[ING] Frantic search for novelty, stirring to see beautiful shoes, exacerbated treat by the beautiful patterns seen in fashion shows and attractively reproduced in magazines and TV commercials, music and facilitated allocations of the hangers in the shops, pastels and earth tones… Some similarity with Confessions of a Shopaholic?! Hmmm danger! Why do you buy? What is the reason we buy clothes and shoes? And more clothes and shoes? What is our real necessity?! What or who we are trying to satisfy? I have talked about consumerism and I think this is an issue that at one time or another, we should reflect on. Did you already realize that, in our social environment, it is impossible to live without consuming. When this is done in an efficient, conscientious and responsible way, that is, when you care about prices, when you care to make your act of consumption a sustainable act (see on Fashion & Sustainanility – how it affects the vintage style) and when you worry about the raw material and type of skilled labor used to make that product, you practice the rational consumption. But when the basic is not enough? And when the act of shopping becomes a safety valve to remedy some lack or everyday stress? And when the sadness hits immediately after leaving a store? Impulsivity and compulsion are two adjectives really dangerous when associated with consumption. Besides the name change, consumer turns consumerism, act by which the consumer acquires goods for the simple pleasure of owning them or to keep your desire for a lifestyle that it was created by the media. In fact, this is ‘normal’ in the society which we live. Indeed, after the Industrial Revolution of the eighteenth century, consumption has spread with the industrialized production in large scale and with the new model of economy adopted: a liberal economy. In that moment, the craftsman period was overcome. On the one hand it was good because the big production made products cheaper, which gave to the persons greater accessibility of goods that were purchased only by the wealthier classes. But, on the other hand, it has emerged a kind of pathology in the consumerist behavior and it also harmed the environment. Since then, we buy, we shop and nothing is enough. Especially for the women, since the task of buying has been generally attributed to us: shopping for the house, for the kids and husband and so on. Well, a pair of shoes is not enough, is not it? But I ask again: why? Can we blame the media because it influences us to have something that a model or artist is using? Can we blame our work or domestic duties that stress us out? Or we’re just ourselves wanting to have things, buying something for the simple act of buying?! I confess that I am an avid consumer, but the month of March I did not buy anything!! IT IS TRUE! I’m shaking, but I’m fine! hahahahahah I promised to myself that I’ll only buy (a-haaaa here I go again!) a pair of shoes, which have not yet arrived at the store. Need I say as I am? I’ve called several places where this shop is to see if the model that I want haa already arrived, I’ve been in the store closest to my work and I’ve left my phone with the girls! As you can see, I’m a little guilty for giving moral lesson, I just know that I work for a month and I think it’s fair to allow me some benefits. If such benefit does not have transgressed the environment and killed an animal, I will be extremely pleased! If that makes me a compulsive consumer, it is really better don’t be a millionaire! hahahaahah

 
 

Sources: Brasil Escola e Wikipédia.

Tenham um bom final de semana! Have a good weekend!

– Cri.