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[POR] Nove horas da manhã. O trânsito está incrivelmente engarrafado. O motorista culpa o Carnaval e diz que só quer sossego. Chego na ‘cidade do trabalho’. Nas ruas, realizo que algumas mulheres portam discretamente (ou nem tanto) adereços na cabeça. Os camelôs estão vendendo chapéus e plumas. Uma cliente usando um chapéu pergunta: “¿cuánto es?” Do outro lado, o marido vestido com um bermuda e camisa pólo pede a sua mulher com vestido curto: “let me hold the camera, dear!” Mais a frente, um grupo pergunta ao seu guia: “博物館はどこですか?” Hummm, turistas. A cidade do trabalho está repleta de turistas, que esfregam na minha cara as suas férias. – Obrigada! – a economia agradece os estimados 100 milhões que está recebendo em sua conta, por isso aproveitem a estadia e voltem sempre! Olho ao longo do centro da cidade e… “Onde está todo mundo? Ah, viajando como aves migratórias que fogem da fria confusão do clima carnavalesco carioca para os arredores do Rio de Janeiro mais tranquilamente calorosos!” Então pensei: “migrarei ao contrário… Inverno… Itália… Vivaaaaa! Ah, não! Brasileiros não podem retornar a Europa em menos de três meses!”. Minhas roupas de frio terão que continuar no guarda-roupa. Vou ao cartório pegar algumas certidões. O atendente exibe o seu braço tatuado, que em dias anteriores era coberto pelo terno. Uma mulher menciona não gostar do Carnaval e a outra insinua querer fugir de toda esta agitação. Eu sorrio, intimamente feliz por não ser a única a pensar assim. Não ouço os clacks-clacks dos saltos. Não vejo tantos tailleurs. Homens e mulheres estão mais descontraídos. Para mim, é hora de aproveitar a ‘tendência do glamour’ que será interpretada pelos demais como: É Carnaval!

 

[ING] Nine o’clock in the morning. Traffic is incredibly bottled. The driver blames the Carnival and says he wants peace. I get to the ‘working city’. On the street, I realize that some women carry discreetly (or not) head adornments. Street vendors are selling hats and feathers. A customer wearing a hat asks: “¿cuanto es?” On the other side, a man dressed in shorts and a polo shirt asks his wife wearing minidress: “let me hold the camera, dear!” Further ahead, a group asks his guide: “博物館 は どこ です か?” Hmmm, tourists. The ‘working city’ is full of tourists, putting their holiday on my face. – Thank you! – The economy thanks an estimated 100 million that are getting into her account, so “enjoy your stay and come back”! I look over the downtown and… “Where is everybody? Ah, traveling as migratory birds fleeing the cold confusion of the carnival atmosphere to the outskirts of Rio de Janeiro warmly more relaxed!” Then I thought: “… I’ll do the same, but unlike… Winter… Italy … Hurraaaa! Oh, no! Brazilian people can not return to Europe in less than three months!” My winter clothes have to remain in the wardrobe. I go to the office to get some certificates. The attendant displays his tattooed arm, which in former days was covered by the suit. A woman mentions do not like the Carnival and the other one implies to get away from all this turmoil. I smile, inwardly glad for not being the only one who thinks so. I don’t hear the clacks-clacks heels. I do not see many suits. Men and women are more relaxed. For me, it’s time to take over and ‘glamorous trend’ which is interpreted by others as: It’s Carnival!


Dress: Zara (IT) / Necklace: Pink Biju (BR) / Cardigan: Mercatto (BR) / Flats: C&A (BR) / Bag: Cyro Eloy

– Cri.