[POR] O mundo, em seus diversos setores, tem aderido condutas cada vez mais sustentáveis. Porém, quando se trata do mercado da moda, há quem critique a viabilidade da chamada moda sustentável, já que enquanto a sustentabilidade prega conceitos de redução, reutilização e reciclagem, a moda consiste no mercado que fomenta o consumo, onde tudo é descartado a cada coleção. De fato é difícil acreditar, mas existe sim e devemos atribuir isto ao Design. Vejamos.

Não há setor mais intimamente ligado ao processo de criação de um bem de consumo e ao consumidor que o Design. É exatamente o designer que está apto a repensar em novas formas de otimizar aqueles conceitos da sustentabilidade. Tal cuidado não está relacionado somente a pesquisas por novos materiais e novas técnicas de fabricação ou economia de energia, tal cuidado também está relacionado a preocupação com o ciclo de vida daquele produto.

Nesta fase, é importante estar atento a questão da escolha de materiais de menor impacto ao meio ambiente. E percebam que coisa curiosa: nem sempre a escolha de produtos biodegradáveis é a melhor! Isso porque se um produto tem um ciclo de vida curto, vira lixo precocemente, implicando numa nova produção para a sua reposição, com novos impactos ao meio ambiente, o que não acontece quando um produto, ainda que contenha materiais degradáveis, tem uma longa duração.

E é aqui que reside o cerne da questão! É de suma importância se preocupar com a ampliação do ciclo de vida do bem de consumo, porque é a durabilidade que evitará a degradação do produto pelo seu uso intensivo, é a durabilidade que garantirá a longevidade do uso daquele produto pelo consumidor. Eis que surge o desenvolvimento durável, voltado para o conceito de reaproveitamento do objeto, que vem conquistando muitos países não somente através da reciclagem, mas também através da reutilização.

Ora, alguém acredita que o retorno da moda vintage com a grande corrida aos brechós é por simples acaso? Não, não é um acaso e sim uma estratégia para o desenvolvimento da moda sustentável através da durabilidade das roupas. É inegável que quando alguém compra um produto usado alonga a sua vida útil, acarretando na economia de energia e material que seriam gastos na produção de uma roupa nova. A intensificação do uso desta roupa gera uma sociedade fundamentada no uso e não no consumo descomedido.

Ademais, não se pode esquecer um fator importante: a moda em si gera sentimentos no consumidor, isto é, cria expectativas. E a moda sustentável também se utiliza disto em prol ecodesign, de modo que, ao final, o consumidor tenha a convicção íntima de que ele fez a escolha certa ao comprar aquele produto reciclado ou produzido com produtos biodegradáveis ou até de segunda mão (a mesma roupa pode ser objeto de descarte para um e objeto de desejo para outro). Desta forma, o apelo vintage cresce cada vez mais. As pessoas estão cada vez mais buscando uma peça antiga e original que marca uma determinada época/década, na tentativa de buscar a sua unicidade no modo de vestir. Tanto é verdade que estilistas como a brasileira Isabela Capeto e a americana Betsey Johnson estão guardando peças de coleções passadas para vender futuramente como peças vintage.

Uma curiosidade: a roupa que foi produzida agora com base nas roupas das épocas passadas não pode ser considerada vintage e sim uma releitura!

Enfim, nunca foi tão bom fazer colheitas nos guarda-roupas da mamãe e da vovó ou ainda visitar um brechó. Dica: divirta-se com as diferentes formas e cores, mas misture a peça vintage com roupas atuais, para não parecer uma caricatura. A moda vintage pode ser o novo preto!


[ING] The world, in its various sectors, has increasingly joined sustainable behaviors, but when it comes to the fashion industry, there are those who criticize the viability of the so-called eco fashion, since while the sustainability involves concepts of reducing, reusing and recycling, the fashion encourages the consumption, where everything is discarded in each collection. Indeed it’s hard to believe, but, yes, there is and this is attributed to the design. Let’s see.

There is no sector most closely linked to the consumer and the creation process of a consumer good than the design. It’s exactly the designer who is able to re-think new ways to optimize those concepts of sustainability. Such care is not only related to researches for new materials and new manufacturing techniques or energy consumption, such care is also related to concern for the life cycle of that product. At this stage, it is important to be aware of the choice of materials with less impact to the environment. And keep this curious thing in mind: the choice of biodegradable materials isn’t always the best choise! In fact, if a product has a short life cycle, it turns garbage early, resulting in a new production for its replacement with new impacts to the environment, what it doesn’t happen when a product, even without containing biodegradable materials, has a long duration.

And therein resides the crux of the matter! It’s very important to worry about extending the life cycle of the consumer goods, because it’s the durability that will prevent the degradation of the product by its intensive use, it’s the durability that will ensure longevity of using that product by the consumer. It’s simple: we will use more if the product last longer. Here it comes the sustainable development, focusing on the reutilization process of the products, wich has gained many countries not only by recycling but also by reusing.

Now, Does someone believe that the return of vintage fashion with the great race to thrift stores is by mere coincidence? No, it isn’t an coincidence, but a strategy for the sustainable fashion development through the durability of the clothes. It’s undeniable that when someone buys a second hand product extends its useful life, saving energy and materials that would be spent in the production of a new garment. The increased use of a clothing creates a society based on use rather than overblown consumption.

Moreover, we can’t forget an important factor: the fashion itself generates feelings in the consumer, that is, it creates expectations. And the sustainable fashion also uses this to promote the eco-design, so that, ultimately, the consumer has the intimate conviction that he made the right choice when bought a recycled product or a product made with biodegradable materials or even second hand products (the same garment can be rejected for one and, in the other hand, become a desirable object to another). Thus, the vintage appeal grows stronger. People are increasingly turning to an old and original piece that marks a certain era/decade in an attempt to find their uniqueness in the way to dress. So much so that designers such as the brazilian Isabela Capeto and the american Betsey Johnson are keeping pieces of past collections to sell in the future as vintage pieces.

Anyway, never was so good to crops in the closet of our Mom and Grandma or visit a thrift store. A tip: have fun with different the shapes and colors, but mix the piece vintage with modern clothes to not to look like a caricature. May the vintage style is the new black!

Vintage Leather Jacket

PinkBiju Necklace

Handmade Pants

Tessera Shirt