Vocês viram como a lua estava bonita ontem?

Eu vi a lua ontem. Lá estava ela majestosa, redonda, nova, astrológica, profetizante… no céu. Estava escurecendo e já não sabia mais quantas luzes teria que acender para depois apagar, mas sabia que quando a escuridão chegasse, lá estaria ela, a lua, para me iluminar. Ela devia pensar que eu era rudemente pedante, porque sequer a admirava daqui de dentro. Mal sabia ela que precisava de sua luz para alimentar o meu amor enfraquecido pelo brilho artificial da cidade, atordoado pelo barulho das máquinas, estarrecido pela imundície, cego… Precisava fazê-la entender a sua importância. Foi chegada a hora de sentir, de sorrir… de ir.

Hoje eu vejo a lua. Tão magnânima em sua forma, cor e poesia. É lindo vê-la. Aqui está ela me fazendo companhia no infinito. Entre suas juras, enquanto ilumina o casal de amantes, o senhor que descansa na rede, o poeta que nutre os seus sentimentos, a donzela que chora o coração partido, ela promete jamais me deixar sozinha. Seremos somente ela e eu até que…

Beijinhos,

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